Passo 1: pontos por real gasto

A maioria dos cartões divulga o acúmulo em pontos por dólar, mesmo nas compras em reais. Para saber quantos pontos cada real rende, o valor gasto é convertido pela cotação do dólar que o banco usa no cartão, que costuma ser um pouco maior que o dólar comercial:

pontos por real = pontos por dólar ÷ cotação do dólar

Alguns cartões pontuam diretamente por real gasto. Nesse caso, não há conversão. É por isso que o formulário pede a cotação: quanto mais alto o dólar, menos pontos os cartões que pontuam em dólar acumulam por real.

Passo 2: de pontos para milhas

Pontos de programas como Livelo e Esfera não são milhas: eles precisam ser transferidos para uma companhia aérea. Usamos a proporção dessa transferência (na maioria dos casos, 1 ponto vira 1 milha). Cartões de companhias aéreas acumulam milhas diretamente.

milhas por real = pontos por real × milhas por ponto

Passo 3: milhas acumuladas no ano

Com o seu gasto mensal, calculamos quantas milhas o cartão gera em doze meses:

milhas por ano = gasto mensal × 12 × milhas por real

Passo 4: custo por milha

Por fim, dividimos tudo o que você paga no ano, o gasto mais a anuidade, pelas milhas acumuladas:

custo por milha = (gasto anual + anuidade) ÷ milhas por ano

O ranking coloca primeiro os cartões com o menor custo por milha para o seu perfil de gastos.

Exemplo

Imagine alguém que gasta R$ 5.000,00 por mês, com o dólar do cartão a R$ 5,50, comparando dois cartões que transferem pontos na proporção de 1 para 1:

  • Cartão A, 2 pontos por US$, R$ 1.200 por ano: rende 0,3636 milha por real, ou 21.818 milhas por ano. Custo por milha: R$ 2,80.
  • Cartão B, 1 ponto por US$, sem anuidade: rende 0,1818 milha por real, ou 10.909 milhas por ano. Custo por milha: R$ 5,50.

Mesmo cobrando R$ 1.200,00 de anuidade, o cartão A gera milhas por cerca da metade do custo do cartão B, porque acumula o dobro de pontos. Com um gasto menor, de R$ 2.000,00 por mês, o custo do cartão A sobe para R$ 2,89 e o do cartão B continua em R$ 5,50. A anuidade pesa mais quanto menor for o gasto, mas costuma pesar menos que a diferença de pontuação.

Repare também que, num cartão sem anuidade, o custo por milha é simplesmente a cotação do dólar dividida pelos pontos por dólar. É uma boa forma de conferir as contas de cabeça.

O que o cálculo não considera

O custo por milha é uma comparação simples e transparente, mas não é a única coisa que importa na escolha de um cartão. O ranking ainda não leva em conta:

  • Promoções de transferência: os programas de pontos oferecem com frequência bônus para transferir pontos às companhias aéreas, o que pode aumentar bastante as milhas recebidas.
  • Isenção de anuidade: muitos bancos dão desconto ou isenção na anuidade para quem gasta um valor mínimo ou tem investimentos. Usamos a anuidade cheia divulgada.
  • Compras internacionais: alguns cartões pontuam mais em compras no exterior. Por enquanto, o cálculo considera apenas o acúmulo em compras nacionais.
  • Valor de cada milha: uma milha de um programa não vale necessariamente o mesmo que a de outro, porque as passagens custam quantidades diferentes de milhas em cada companhia.
  • Validade e regras: prazos de expiração dos pontos, limites de transferência e pontuação em categorias específicas variam por programa e por cartão.
  • Outros benefícios: salas VIP, seguros de viagem, cashback e outros serviços do cartão.

De onde vêm os dados

Os fatores de acúmulo, as proporções de conversão e as anuidades vêm das condições divulgadas pelos emissores e são atualizados manualmente. As condições mudam com frequência, então confirme os valores com o seu banco antes de pedir ou cancelar um cartão. Se encontrar um dado desatualizado, fale com a gente.